O que fazer com o lixo eletrônico?
Por Stella Dauer
O lixo eletrônico é um dos mais novos problemas da modernidade. Em um mundo em que os produtos são feitos para serem substituídos, o chamado resíduo tecnológico começa a acumular de maneira preocupante em aterros e lixões.
São milhões de celulares, computadores, DVDs, impressoras, notebooks, televisores, tocadores de música e outros aparelhos eletroeletrônicos descartados sem cuidado, mostrando que seus antigos donos não sabem que esse tipo de material deve ter tratamento e destino adequados para evitar a poluição e a contaminação das reservas naturais e do meio ambiente.
De acordo com o Greenpeace, 50 milhões de toneladas de eletrônicos são descartados por ano em todo o mundo. Preocupada com isso a ONG lançou há três anos o "Guia de Eletrônicos Verdes", que mostra periodicamente uma nova versão de um ranking composto pelas 18 maiores empresas do ramo no mundo. Quanto mais colaboram para tornar seus produtos menos nocivos ao meio ambiente, mais sobem nas colocações.
Quando o material eletroeletrônico é jogado fora sem cuidado, a sua exposição ao sol, à água e ao tempo provoca vazamentos e deterioração de materiais que contaminam o solo e os rios, chegando inclusive aos alimentos consumidos por pessoas e animais.
Entre os maiores problemas do resíduo eletrônico estão as pilhas e baterias. Compostas geralmente por chumbo, cádmio, mercúrio, manganês, cobre, níquel cromo e zinco, são altamente poluentes e causam estragos quando em contato com a natureza, uma vez que esses metais nunca se decompõem no ambiente e se acumulam com facilidade no corpo dos seres vivos.
Qual a situação no Brasil e no mundo?
As Nações Unidas apoiam o reparo e o comércio de recicláveis e a União Europeia já adota a Convenção de Basileia, que proíbe o descarte de lixo eletrônico em aterros e a exportação para outros países desde os anos 90, criando uma indústria específica para esse nicho.
Nos Estados Unidos, onde o tempo médio de uso de um computador é de 18 a 24 meses, existem leis destinadas exclusivamente à eliminação de baterias e no Canadá já existem impostos adicionados aos eletrônicos que possuem certos elementos químicos em sua composição. Entre 50% a 80% do lixo eletrônico produzido em países desenvolvidos acaba sendo exportado para países em desenvolvimento, como o Brasil e outros locais na África, onde acabam sendo incinerados para a recuperação de metais. Esses processos geralmente se dão de forma ilegal e contaminam o ar.
No Brasil, entretanto, ainda não existem leis que regulem a produção desenfreada do lixo eletrônico. Carlos Américo, representante do Ministério do Meio Ambiente informa que a única legislação relacionada ao assunto é a lei ambiental (Resolução Conama 257 de 30/06/1999), que estabelece limites para o uso de substâncias tóxicas em pilhas e baterias e delega ao varejo a responsabilidade de ter sistemas para coleta destes materiais e encaminhá-los para reciclagem junto aos fabricantes. Uma Política Nacional de Resíduos Sólidos tramita no governo desde 2007, ainda sem aprovação final.
Resta às empresas cumprirem seus papéis e cuidarem para que aquilo que produzem e vendem seja descartado da maneira correta. Não só as empresas, mas também o consumidor pode tomar providências para evitar um colapso no sistema de limpeza pública e evitar um desastre ambiental eminente.
O que você pode fazer?
Computadores - Mesmo achando que o seu PC não presta para mais nada, muitos ainda podem aproveitá-lo para muitas coisas. Uma boa opção é doar para uma instituição como a "Fundação Pensamento Digital", que aceita modelos com processadores acima do Pentium II, além de monitores, teclados, mouses e cabos em funcionamento.
Além dessa instituição, outras como a ONG "Comitê para Democratização da Informática" também aceitam computadores em todo o Brasil, além de periféricos, scanners e impressoras. Com as doações o CDI busca levar o conhecimento da tecnologia à população de baixa renda.
Caso seja uma raridade, é possível levar sua relíquia ao "Museu do Computador", que aceita doações de equipamentos para compor seu acervo. Além do seu PC velho, eles também aceitam HDs, disquetes, placas-mãe, softwares, livros, revistas e até material antigo de escritório. Em uma oficina especializada, os equipamentos doados são revisados e consertados para exposição.
Jose Carlos Valle, presidente e curador do museu, ressalta que a vantagem em doar as peças ao local é o uso de tudo o que é entregue. "Não jogamos nada fora, aproveitamos tudo. As peças de museu serão guardadas, e as outras são separadas para diversos fins como fazer quadros etc." declara. Consciente do problema do lixo eletrônico Valle ministra palestras informativas sobre o assunto, nas quais dá ideias do que mais pode ser feito com a sucata tecnológica, como roupas e esculturas.
Impressora - Em vez de jogar sua impressora fora quando for realizar um upgrade no escritório, utilize-a para conseguir um desconto em novos equipamentos. O programa "Novo Trade In da HP" dá um vale compras de até R$200,00 na compra de impressoras e multifuncionais para quem trouxer seu aparelho usado.
Celular - Se você está cansado do seu celular e comprou outro a primeira coisa a fazer é tentar vendê-lo em um dos tantos sites de venda ou em listas de emails, entre amigos. Outra opção é dá-lo a alguém, pois sempre há quem tenha um modelo pior do que o seu, ou que tenha sido roubado ou quebrado. Passar um celular a outra pessoa aumenta a vida útil do aparelho e prolonga a data do seu descarte.
Caso você não queira dar e nem vender, ou seu celular quebrou, caiu na privada etc., existem muitos locais em que você pode depositar a bateria, o aparelho e inclusive acessórios do celular. As operadoras Claro, Vivo e TIM recolhem esse tipo de material em muitas de suas lojas e as fabricantes Sony Ericsson, Nokia e Motorola também possuem programas de recolhimento de aparelhos e acessórios.
Baterias, pilhas de câmeras, relógios e outros - Muitas empresas possuem um local próprio para que seus funcionários descartem seu lixo eletrônico. Se esse não for o caso da sua, procure o Papa Pilhas, projeto do Banco Real em parceria com outras empresas que espalha em shoppings, empresas e agências bancárias repositórios nos quais podem ser descartadas baterias variadas e pilhas de eletroeletrônicos em geral.
Segundo o "site do projeto", até o final de 2008 mais de 170 toneladas de material foram recolhidas e enviadas à empresa Suzaquim, uma das únicas empresas no Brasil autorizada a reciclar esses produtos.
O Papa Pilhas não aceita baterias maiores do que 500 gramas ou com dimensões maiores do que 5 x 8 cm, mas de acordo com a lei a devolução desses itens deve ser feita no local de compra ou ao fabricante.
Lâmpadas - Segundo a Apliquim, empresa especializada em processamento de lâmpadas descartadas, o processo acima vale também para as lâmpadas, sejam elas fluorescentes ou incandescentes. Uma vez que seu vidro não pode ser reciclado da forma normal, elas devem ser devolvidas ao local em que foram compradas.
Atenção com o que compra - Pilhas falsificadas e irregulares representam um risco ainda maior ao meio ambiente, pois podem vazar com maior facilidade. Exija do vendedor todas as informações possíveis a respeito da origem da pilha, e desconfie do camelô que vende aquelas marcas chinesas por três reais e adquira apenas marcas conhecidas.
Além disso, prefira aparelhos portáteis cuja bateria pode ser removida. Produtos que possuem pilhas embutidas duram menos e é mais difícil encontrar um local para substituir sua carga.
O que é feito com o lixo eletrônico?
No Brasil, todo tipo de bateria recarregável como as que utilizamos em notebooks, máquinas fotográficas, celulares e pilhas recarregáveis e que são recolhidas para a reciclagem costumam passar por um processo de desencapação e os metais contidos em seu interior são queimados em fornos industriais de alta temperatura com filtros que impedem a emissão de gases poluentes. Ao final são obtidos sais e óxidos metálicos, que posteriormente são utilizados em tintas, vidros, cerâmicas e química em geral.
Um processo semelhante acontece com outros tipos de equipamentos. Computadores, celulares e outros eletrônicos são desmembrados em várias partes (metais, fontes, placas de circuito, plástico) manualmente ou de forma automática. Segundo a Nokia, seus aparelhos e acessórios têm em sua composição 45% de plástico, 20% de cobre, 10% de materiais cerâmicos e 25% de outros materiais, todos eles com 100% de capacidade de reaproveitamento. O material separado pode ser moído ou derretido, voltando à sua origem e entrando na fabricação de novos produtos, que nem sempre são eletroeletrônicos.
Mas o site "Lixo Eletrônico" afirma que o Brasil ainda não possui um processo completo de reciclagem de materiais. Após a separação das partes mais valiosas manualmente, o resto do lixo eletrônico é moído e enviado para fora do país. O site também informa que em alguns lugares esse processo é executado por crianças de 12 anos.
Joga fora no lixo
Uma iniciativa divertida aconteceu no último dia 3 de outubro no Gramadão da Vila A, local de morada de trabalhadores da hidrelétrica Itaipu Binacional. A segunda edição do "Campeonato Sul-Americano de Arremesso de Celular e o 1º Campeonato Mundial de Arremesso de Notebook" reuniram 120 pessoas com o objetivo de conscientizar os participantes sobre a importância do lixo eletrônico.
Cobrando uma inscrição de 2 quilos de alimento os campeonatos premiaram aqueles que conseguiram arremessar os equipamentos o mais longe possível com ingressos para hotéis e passeios turísticos. "Todo o material utilizado no torneio não funciona mais, foram sucatas doadas por seus donos ou assistências técnicas" avisa Gabriel Campos, coordenador do evento.
Ricardo Pires Garcia levou o primeiro lugar ao arremessar seu celular a 87,44 metros de distância, quebrando seu próprio recorde feito no ano anterior, e Roberson da Luz foi o vencedor da categoria dos notebooks, alcançando a marca de 25,85 metros. Os celulares e notebooks arrecadados foram destinados para a COAAFI (Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu) e os alimentos serão doados para o Projeto Mão Amiga, instituição que acolhe moradores de rua em Foz do Iguaçu.
O evento teve grande repercussão na cidade e na mídia nacional. "Nosso objetivo era chamar a atenção para a quantidade de produtos eletrônicos produzidos no mundo, 50 milhões de toneladas/ano, e fazer a pergunta: 'Qual o destino final destes produtos?'. Acredito que a semente foi lançada" comenta Gabriel, que ficou satisfeito com o resultado.
O mundo das artes digitais tradicionalmente está apoiado em alguns poucos softwares proprietários e muitas vezes as pessoas não conhecem as alternativas livres. Durante esse fim-de-semana os participantes poderão ter contato com ferramentas livres que realizam trabalhos profissionais em edição de imagens, animação, áudio e vídeo.
A edição de 2009 do GNUGRAF será realizada na UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e conta com apoio do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia e da Escola de Informática Aplicada. Para o Decano do Centro, professor doutor Luiz Amâncio Jr., "É importantíssimo para o nosso Centro e nossa Universidade estar na vanguarda da inovação e produção acadêmica. Sediar este evento possibilita aos nossos estudantes estarem sempre um passo a frente no mercado de trabalho, e também a nossa Universidade formar cidadãos mais competentes". O representante dos estudantes na organização também crê que que o evento é importante para os universitários: "Hoje a tendência de mercado é o Software Livre, e nada melhor que aprender com profissionais gabaritados, gratuitamente, dentro de uma Universidade Pública. Acho que todos que puderem comparecer terão a possibilidade de aprender muito. Eu não perderei esta chance." diz Pedro Marins, Diretor Presidente da Uniriotec Consultoria, empresa júnior da UNIRIO.
Para realização desta edição, o GNUGRAF conta com o apoio de diversas entidades, dentre elas SERPRO, Hostnet, Clavis, Linux Solutions, Pontão da Eco, VR Livre, Blender Pro, Revista Epírito Livre, Linux Solution, Clavis, Desenrolo Produções, Ricolândia e Quadro Chave Produções. A grande diversidade dos apoiadores, que vão de empresas estatais a grupos de usuários, mostra a abrangência e diversidade de interessados no assunto. Segundo Cleo Mattos, Engenheira Civil com Enfase em Sanitária e Meio Ambiente formada pela UERJ e vice-coordenadora do Gnugraf, "eventos como esse são de extrema importância para o mercado, onde os profissionais podem mostrar que os softwares open source atendem muito bem a demanda de trabalho".
Como destaque da edição 2009, Luís Carlos Retondaro, engenheiro coordenador da Blender Pro, ministrará um curso sobre desenvolvimento de Games 3D com a ferramenta Blender. O curso "Introdução ao Motor de Jogos Blender Game Engine" acontecerá no sábado as 9 horas.
A grade completa de palestras e cursos e instruções de como chegar ao local pode ser encontradas no endereço eletrônico http://www.gnugraf.org
A professora da maior escola pública de Santa Catarina que foi agredida pela mãe de uma aluna conta que recebeu mais de 20 tapas no rosto e, depois, caída, levou ainda pontapés.
Como forma de repúdio à agressão, os professores do Instituto Estadual de Educação (IEE), em Florianópolis, onde estudam cinco mil alunos, decidiram não dar aula na sexta-feira (14).
O caso aconteceu no começo da tarde de quinta-feira. A professora disse que, ao se aproximar da agressora, que queria falar com ela, em vez de cumprimento, ela recebeu tapas no rosto e pontapés. A cena aconteceu na frente de alunos.
A agressão ocorreu antes de as aulas do turno da tarde começarem. A professora, que há 12 anos trabalha na Escola de Aplicação do IEE e pediu para não ser identificada, estava na sala de professores quando foi chamada por um colega para atender a mãe da aluna.
"Eu fui colocar a mão no ombro dela, e ela pegou a minha mão, não deixou eu falar e começou a me bater. Acho que levei mais de 20 tapas no rosto. Caí no chão e ela ficou me chutando", relembra a professora, que é contadora de histórias e há dois anos trabalha com 36 turmas de ensino infantil.
Em quase duas décadas de profissão, nunca havia passado por situação semelhante. "O que mais me entristeceu é que tudo aconteceu na frente das duas filhas dela e de outras crianças. Fiquei mais machucada por causa disso."
Sorteio de chiclete e de tatuagem
Segundo a coordenadora da Escola de Aplicação, Ângela Zavarize, foi preciso a intervenção de outros professores para separar a mãe da professora. De acordo com ela, o rosto da contadora de histórias estava com bastante sangue. Um boletim de ocorrência foi registrado na 1ª Delegacia da Capital.
A professora atacada acredita que a agressão teve origem em uma aula sua na qual sorteou um chiclete e uma tatuagem entre os estudantes e que a menina, filha da mulher que a agrediu, sentiu-se contrariada por não ter sido sorteada:
"Ela ficou bastante nervosa, chutou a carteira e eu peguei a agenda dela para fazer uma anotação. Ela pediu para eu devolver a agenda."
A professora disse que, quando isso aconteceu, a aula já estava acabando e outros alunos da turma começaram a se aproximar das duas.
"Eu tentei afastar todo mundo e a menina foi para o fundo da sala. Ela tinha dois arranhões no pescoço. Eu tentei descobrir quem fez aquilo, porque podia ter sido eu ou qualquer outro aluno", lembrou.
A diretora-geral do IEE, Gilda Mara Marcondes Penha, disse que em momento algum a mãe da criança procurou a escola para conversar ou registrar qualquer tipo de queixa em relação à professora. A escola não divulgou o nome da mãe para preservar a identidade da aluna.
(* Com informações do Diário Catarinense)
Me revolto com essas coisas ! ate quando vamos ver isso nas escolas !!
Defenda sua privacidade (ou o que resta dela) no computador
Os golpes estão mais concentrados onde está o dinheiro: nos bancos. Usando um cavalo-de-tróia, phishers internacionais lesaram centenas de clientes do banco Nordic, da Suécia, nos últimos meses. Quando eles se logavam em suas contas bancárias, seus dados eram enviados para os Estados Unidos e a Rússia, e uma mensagem de erro surgia na tela. Na China, em março, o servidor de um banco em Xangai, o CCB, foi invadido e usado como base por uma gangue para atacar bancos americanos. Às vezes o roubo de informações pessoais pode durar anos, sem que ninguém note. O grupo americano de lojas de desconto TJX, com mais de 2 300 filiais em vários países, confessou, em janeiro, que seus computadores foram invadidos e roubados números de cartões de crédito e de débito de seus clientes. Isso ocorreu em 2003 e ao longo da maior parte de 2006. O Wall Street Journal citou fontes avaliando que as informações pes-soais vazadas podem abranger 40 milhões de cartões. A proteção de dados pessoais sempre foi importante — a privacidade faz parte daqueles direitos de que ninguém quer abrir mão (Tá bom, talvez com exceção de participantes de reality shows). A diferença é que, agora, quando a privacidade das pessoas é invadida nos computadores, elas não só perdem um direito como ficam expostas ao crime. Segundo a McAfee, em todo o mundo 217 mil tipos de programas mal-intencionados foram descobertos até 2006. Outros milhares não chegaram a ser identificados. Considerando somente os ataques de phishing, foram 17 600 alertas apenas em maio de 2006 — o que representa mais de uma nova ameaça a cada 3 minutos. Dados os riscos, a facilidade com que dados pessoais circulam é espantosa. Não vamos nos enganar: seria preciso ser um ermitão para ter o controle total dos dados pessoais hoje em dia. No mundo atual, quem tem emprego, usa cartão de crédito, tem conta bancária, faz compras online, financia carro, aluga casa ou contrata um convênio médico já tem a vida vasculhada do princípio ao fim. As câmeras de vigilância, antes restritas a edifícios comerciais, já tomam conta dos prédios residenciais da classe média — de forma que é muito difícil alguém sair ou entrar sem ser devidamente documentado. Para piorar, ainda nos complicamos mais, voluntariamente, oferecendo dados pessoais em troca de cartões de desconto, uso de freeware, participação em promoções e programas de mar-keting sem fim. Para não falar nas informações pessoais abertas no Orkut, fóruns e numa infinidade de outros sites de relacionamento. Mais: e as buscas armazenadas no Google, no Yahoo!, na MSN? Os usuários da AOL nos Estados Unidos sabem do risco que isso significa — bastou um descuido da empresa e dados privados de 650 mil pessoas foram para o espaço num segundo no ano passado. Com uma seqüência articulada de cliques, pode-se descobrir muita coisa sobre qualquer um. Em 43 minutos, navegando na internet, o especialista em segurança Denny Roger, da Batori Software Security, descobriu que eu estou na INFO desde 1999, antes disso trabalhei no site da revista Exame, nasci em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, e estudei nos colégios do Carmo e Fênix. Antes, as únicas coisas que ele sabia sobre mim eram meu nome e meu cargo. E olha que ele não empregou nenhuma técnica heterodoxa... “A criação dessas bases de dados pessoais é preocupante. Cruzando os dados entre elas, pode-se chegar a informações que um cidadão não gostaria de divulgar”, diz o advogado Augusto Marcacini, que até o fim de 2006 foi presidente da Comissão de Informática Jurídica da OAB-SP. “Se até a declaração de Imposto de Renda pode ser comprada num camelô de CD pirata, imagine as informações disponibilizadas na internet”, diz. INFO comprovou, mais uma vez, a facilidade de compra dos dados do IR. Numa caminhada de uma hora e meia pelos arredores da Santa Ifigênia, em São Paulo, no início de janeiro, conseguimos por 100 reais um CD com declarações do Imposto de Renda de 11,5 milhões de pessoas físicas e jurídicas. Os dados, de cerca de 10 anos atrás, traziam informações como renda declarada, nome, endereço completo e telefone. Em questão de minutos encontramos as informações de IR de quatro pessoas da redação da revista — e do presidente Lula, FHC, Silvio Santos, Antonio Ermírio de Moraes, Geraldo Alckmin e mais um lote de figurinhas carimbadas. Conhecimentos técnicos apurados são dispensáveis na tentativa de descobrir os segredos de alguém por meio do PC. Há programas como o Spector CNE, da SpectorSoft, que monitora todos os cliques dados por uma pessoa num micro, e é vendido por 180 dólares. Apesar da facilidade, há quem prefira criar. “Com uma noção básica de programação já é possível criar um keylogger”, diz Sérgio Luís Fava, perito em informática do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal. Há criminosos digitais pés de chinelo que se viram assim, com conhecimentos rudimentares de programação. O submundo das gangues profissionais é outra história. O que se vê, nesse caso, é uma sofisticação crescente das táticas de ataque e até uma preocupação em ganhos de produtividade na hora de produzir malware de alta eficácia. Estudantes de computação e profissionais de TI estão sendo recrutados em vários países para subir o nível dos ataques, usando táticas, que segundo a McAfee, lembram as da KGB, a temível polícia secreta soviética. E o nível está subindo... A Netcraft detectou três tendências preocupantes na área de phishing: A sofisticação galopante do crime virtual foi observada em detalhe pelos pesquisadores da McAfee. Eles examinaram o número de arquivos dos rootkits como medida dessa sofisticação e notaram que a complexidade dos rootkits aumentou 200% em 2005 e 900% nos três primeiros meses de 2006. Observaram que as técnicas de despiste (stealth) eficazes hoje em dia escondem ou protegem arquivos, processos e entradas no Registro, tendo cada vez mais de disfarçar seus rastros manipulando pacotes na rede, no protocolo TCP/IP e na BIOS. A Kaspersky constatou que os grupos criminosos também aperfeiçoam a produtividade na hora de escrever código. Num estudo escrito pelo analista de vírus Yuri Mashevsky, estão detalhadas algumas das técnicas usadas. Em vez de reescrever um malware do zero, por exemplo, os programadores do crime usam os packers , reempacotando as pragas já conhecidas pelas empresas de segurança de forma que elas não sejam reconhecidas. Usam utilitários com algoritmos para encodar os executáveis e mantêm todo o poder de fogo do malware. As estatísticas da Kaspersky mostram que esse uso já passa de 27% dos programas maliciosos. Mais: utiliza-se agora uma série de packers de uma vez só, nos chamados sanduíches , de modo a aumentar as chances de que pelo menos um deles passe ileso pela barreira dos programas de segurança. Há um risco perceptível no uso de máquinas em cibercafés ou LAN houses, que ficam mais expostas a ataques por serem públicas. No Paraná, a polícia desbaratou uma quadrilha formada por funcionários de LAN house. Eles deixavam os gamers em paz, mas colocavam spyware em determinados PCs para capturar senhas de quem ia lá usar o internet banking. “Toda vez que chegava uma pessoa com perfil que não era de gamer o funcionário o encaminhava para o micro com software espião pronto para roubar informações”, diz o delegado Demetrius de Oliveira, chefe do Núcleo de Combate aos Cibercrimes do Paraná. A perda de dados pessoais não significa apenas uma enorme dor de cabeça para as vítimas. Custa dinheiro, muito dinheiro. Estudo do Instituto Ponemon, dos Estados Unidos, especializado em privacidade e proteção de dados, estima que cada dado roubado ou perdido custa 182 dólares para empresas. Uma pesquisa do FBI calcula em 67,2 bilhões de dólares as perdas provocadas pelos ataques ao longo de 2006 nos Estados Unidos. Justamente por que há tanto a perder, pode haver exageros no combate ao crime digital. Este mês, o senador Eduardo Azeredo, do PSDB mineiro, promete ressuscitar seu projeto que transforma a internet brasileira num cartório xereta e burocrático. No ano passado, o intento foi muito criticado por todos que temiam uma invasão da privacidade dos internautas. “O projeto parte da premissa de que todo internauta é um criminoso em potencial”, diz Tiago Tavares, presidente da SaferNet, organização não governamental de proteção dos direitos humanos na internet. “O que pretendemos não é a restrição, mas a responsabilização do uso da internet”, afirma Azeredo. A conferir. Os bancos são a frente mais sensível aos ataques das gangues virtuais. “O Brasil é o principal criador de trojan bancário do mundo. Pelo menos 40% dessas pragas são criadas aqui”, diz Eduardo Godinho, gerente técnico da Trend Micro. Os bancos fazem o que podem para proteger as contas de seus correntistas — mas não querem nem ouvir falar em pagar antivírus para a clientela. Vários deles colocaram para funcionar com o Internet Explorer de seus clientes um dispositivo de segurança com vocação para a polêmica. O software se instala na máquina sem oferecer opção de desinstalação. Por isso, alguns programas de segurança podem acidentalmente identificá-lo como spyware. “Eventuais remoções serão tratadas caso a caso”, diz Fernando Malta, diretor de canais do Unibanco, um dos bancos que usa o dispositivo. Anatomia dos ataques Tentativas de ataques mais comuns no Brasil em 2006 - em números de incidentes reportados Token neles! No Unibanco, 40 mil usuários do internet banking receberam o seu token e precisam usá-lo todas as vezes que entram no banco online. Com base nessa experiência será criada uma cesta de segurança que incluirá diferentes níveis de proteção. Quanto maior for a proteção adotada pelo correntista, maior será o valor limite para as transações online. |
"Essa juventude tem que parar de ficar só pendurada na internet. Tem que voltar a assistir TV e ouvir rádio." Posta à prova, a declaração feita pelo ministro Hélio Costa (Comunicação) foi reprovada pelos internautas. Em enquete realizada pela Folha Online entre 20 de maio e 3 de junho, 4.293 dos 5.284 votantes (81%) disseram não sentir vontade de trocar computador por televisor.
O discurso nostálgico de Costa, 69, foi feito no dia 19 de março, na cerimônia de abertura do 25º Congresso Brasileiro da Radiodifusão, em Brasília. O congresso é organizado pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). Pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo PMDB, Costa começou sua carreira como radialista. Também foi jornalista da TV Globo.
Em 2008, o diretor de engenharia da emissora carioca, Fernando Bittencourt, resumiu a dificuldade dos conglomerados de mídia em se adaptar às novas tecnologias: "Éramos felizes e não sabíamos", disse, em um congresso de TV digital. "Há dez, 15 anos (...) a única forma de ver televisão era pelo ar", explicou.
Nos EUA, grupos de mídia também tentam embarcar no bonde do conteúdo on-line --alguns, com sucesso. É o caso do site Hulu (www.hulu.com), que tem à frente a News Corp. (dona da Fox) e a NBC Universal e reúne séries, vídeos e filmes --vários em alta resolução-- para o público norte-americano. Contrário às previsões iniciais, provenientes do Vale do Silício, de que seria um desastre épico, o Hulu desponta como uma forte ameaça à hegemonia do YouTube.
| Nicky Loh/Reuters | ||
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| Mulher testa tela multitoque em Taiwan; no Brasil, ministro pede para que jovens deem prioridades à tela da TV |
A pesquisa realizada com os internautas da Folha Online não tem valor científico e expressa apenas a opinião dos frequentadores do site.
Pouco mais de um ano e meio após seu lançamento, em São Paulo, a TV digital é vista por apenas 3% da população brasileira, informa Daniel Castro na coluna Outro Canal desta quinta-feira (30). A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
O sistema está presente em 22 cidades/metrópoles, onde se concentram 53% dos 53,4 milhões de domicílios com TV. Nesses domicílios, vivem 95,2 milhões de pessoas, ou 49,8% da população brasileira.
A Globo é a rede com maior cobertura digital. Seu sinal cobre 46,5% da população, mas ainda não chegou à região Norte. A Record cobre 22% da população, porém está restrita a cinco capitais (SP, Rio, Belo Horizonte, Goiânia e Aracaju). SBT e Rede TV! cobrem 19,4% da população e a Band, 15,7%.
A TV digital brasileira estreou oficialmente em 2 de dezembro de 2007, com uma festa para políticos e radiodifusores na Sala São Paulo (centro). Cerca de um ano depois, 0,3% da população tinham acesso ao sinal.
A interatividade, divulgada como principal chamariz do sistema para este semestre, só deve chegar efetivamente aos televisores em 2010, segundo o Fórum SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital). Ainda de acordo com o órgão, existem 1,6 milhão de receptores de televisão digital no Brasil.
FONTE : FOLHA ON LINE
Um iPhone 3G pegou fogo em um carro em Leiden, na Holanda --no que foi considerada a primeira ocorrência desse tipo na Europa. O fato foi divulgado por diversos blogs europeus e pelo site de tecnologia Gizmodo, nesta sexta-feira (31).
O dono --identificado apenas como Pieter-- saiu do veículo por um instante e, quando retornou, viu uma fumaça preta. Seu iPhone 3G pegou fogo em poucos minutos, resultando na completa destruição do banco de passageiros.
Segundo ele, o iPhone não estava conectado na bateria, e estava em modo standby dentro do carro. O dono entrou em contato com a Apple, fabricante do dispositivo, e com a operadora T-Mobile, exclusiva fornecedora de sinal para o iPhone nos Países Baixos, mas ambas se recusaram a assumir a responsabilidade pelo incidente.
Recentemente, o novo dispositivo da Apple, o iPhone 3GS, foi alvo de uma polêmica em sites e fóruns na internet. Segundo o site da revista Wired, o smartphone da Apple é "quente" --tão quente que possibilita "ser usado para tostar pão", afirmou a publicação. À época, a informação também foi dada pela revista "PC World".
| Reprodução | ||
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| Explosão destruiu interior de um veículo na Holanda; Apple e operadora não assumiram responsabilidade |
Assim como a TV aberta, a rede social Orkut, a mais popular do Brasil, também tem seu horário nobre: das 17h às 19h, a plataforma costuma receber em média 20 milhões de usuários por dia, segundo números fornecidos pelo Google Brasil. Outro horário de pico acontece das 11h às 13h: 18 milhões de usuários, na média diária.
Para fins de comparação, em 2008, a audiência das emissoras de TV aberta nas capitais brasileiras foi 15,4 milhões, na média das 18h às 23h59. Quando ampliado às demais cidades do país, o número do Ibope chega a 55,811 milhões de telespectadores.
| Reprodução |
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| Brasileiros, que são maioria no Orkut, tem perfil traçado; site tem "pico" de audiência no período entre 17h e 19h, além de 11h e 13h |
Com o intuito de traçar um perfil dos "orkuteiros" (que ultrapassam os 35 milhões, de acordo com o Google), uma pesquisa conduzida pela Netpop Research em abril deste ano, aponta que, em um universo de 1.000 usuários entrevistados, 52% são homens e 48%, mulheres.
Dentre a divisão por faixas etárias, 26% têm entre 18 e 24 anos. O número que surpreendeu o Google, entretanto, foi o indicado pela faixa etária entre 30 e 39 anos, cuja representação no site é 26%. Outra fatia predominante no Orkut é a que corresponde aos 40 anos ou mais: 25%.
Já a participação de jovens se demonstra reduzida no universo pesquisado: 18% disseram ter 25 a 29 anos, enquanto apenas 4% informaram uma idade entre 15 e 17 anos.
A preferência dos internautas no site reside na tríade álbuns de fotos, comunidades e mensagens, com respectivamente 92%, 81% e 76% das respostas. No que se refere à produção de conteúdo, fotos e comentários correspondem às principais atividades dentro do Orkut, com 94% e 81% de respostas dos pesquisados.
Publicidade
O interesse dos usuários em marcas de produtos ao acessar o Orkut ainda é tímido perto de outros, como fotos e vídeos. São apenas 36% dos usuários que procuram dados sobre produtos na rede social, segundo a pesquisa feita pela NetPop Research.
Ainda assim, essa é a aposta do Google para "capitalizar" sua rede. Informações dos usuários, fornecidas por meio de aplicativos e comunidades, estarão à disposição para anúncios publicitários segmentados.
No Orkut, os pacotes publicitários vão variar entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. "Serão apenas o sexo [gênero] e as comunidades [da qual o internauta participa]. O anunciante não terá nenhum outro dado", afirma a especialista em produto do Google, Cintia Assali. "A privacidade do usuário será mantida", afirma.
De acordo com dados apresentados pela empresa, 37% dos internautas prestam atenção em anúncios do Orkut.
Segundo os pesquisadores, o microbiologista João Carlos Tórtora e a bióloga Vanessa Batista Binatti, o que chamou a atenção para a pesquisa foi o fato de que qualquer lugar possui computadores, até mesmo uma UTI de hospitale, sem cuidados básicos, o objeto pode se transformar em contaminador.
De acordo com os pesquisadores, comparando um ambiente hospitalar que possui diversos cuidados com higiene e um ambiente normal com o estado em que se encontra um teclado comum, é possível i dentificar até 19 vezes mais fungos e 11 vezes mais bactérias na peça, por centímetro quadrado, do que é aceitável em um ambiente comum. Entre as bactérias encontradas no teclado, estavam a Staphylococcus, que provoca reações inflamatórias e a Enterococcus, que provoca infecções.
Limpe seu teclado
Tire proveito do aspirador de pó de casa e use-o para sugar a sujeira que fica entre as teclas. Bocas mais estreitas são mais eficientes para a limpeza. Para quem quiser uma limpeza mais eficiente, vale retirar as teclas com uma chave de fenda. Posicione a ponta da ferramenta entre uma das teclas e movimenta para cima, como uma alavanca. Não use força, porque o teclado é delicado. Tanto na opção de retirar as teclas quanto a de não retirá-las, aposte em uma flanela levemente umedecida para a limpeza e um cotonote para limpar os cantos. Use uma flanela limpa e seca para finalizar a limpeza.
Fonte : Yahoo
29/05/2009 - 14:30
Foi assinado no início desta semana um acordo entre o governo de Minas Gerais e o Google Brasil. O objetivo é dar acesso aos 2,5 milhões de estudantes e 165 mil professores das 3.920 escolas públicas do estado aos softwares do Google Inc. O contrato foi assinado pelo chefe do executivo mineiro, Aécio Neves, e pelo diretor geral da empresa na América Latina, Alexandre Hohagen. Também esteve presente na cerimônia o vice-presidente mundial da Google, Vint Cerf,.
A ferramenta principal que será disponibilizada a esse público será o Google Apps Education Edition, conjunto de softwares que inclui serviços de e-mail, mensageiro digital instantâneo, agendas digitais compartilhadas, editor de textos e planilhas, além de editor de páginas de Web. A parceria ainda prevê suporte técnico e treinamento.
Confira as ferramentas oferecidas a estudantes e professores:
Google Docs - editores de textos, de planilhas de cálculo e de apresentações, além de compartilhamento e colaboração desses conteúdos em tempo real em uma janela do navegador da web.
Google Sites - editor de páginas da web de forma rápida e fácil. Permite criar páginas na internet.
Opções de suporte 24 horas - acesso a um fórum online de usuários que se auto-ajudam na busca de soluções para dúvidas. A moderação é feita pela Google, que acompanha as conversas e discussões e presta orientações.
APIs (Application Programming Interfaces) - é uma ferramenta capaz de unir a interface de um programa Google com outros programas (softwares) criados por outras empresas de tecnologia para web.
Gmail - email com 7 gigabytes de armazenamento para cada professor, funcionário e aluno da rede pública estadual, com ferramentas de pesquisa para ajudar na busca de informações, além de ferramentas de mensagens instantâneas e agenda integradas à interface de email.
Google Talk - mensagens instantâneas de texto, a qualquer momento e em qualquer lugar do mundo. Também estão incluídos os recursos de compartilhamento e de mensagem de voz.
Google Calendar - uma agenda online que possibilita a organização de compromissos - eventos, reuniões, etc. Permite publicar agendas e eventos na internet, inclusive de maneira compartilhada com outros usuários.
Galeria de Soluções - Catálogo de aplicações, gratuitas ou não, à disposição dos usuários, integrando-as ao ambiente educacional da Google (Google Apps Education Edition), que reúne todo o conjunto de ferramentas acima descritas.
http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/Conteudo/?Google_e_Governo_de_Minas_firmam_parceria
Bloqueando celular roubado
Essa dica não evitará que seu celular seja roubado (não por enquanto), mas lhe fornece a opção de vingança contra o bandido caso tal triste fato aconteça.
Desde o lançamento da tecnologia GSM e a possibilidade de se trocar os chips dos aparelhos o interesse dos ladrões por celulares aumentou. Basta comprar um chip novo (algo entre 15 e 25 reais) de qualquer operadora e instalar o aparelho roubado. Simples… até agora.
Todo aparelho GSM (reza a lenda) conta com um número de série único. Para obter o número de seu aparelho digite:
*#06#
Aparecerá no visor um código de 15 algarismos, este é o número de série do seu aparelho celular. Anote-o e guarde em um lugar seguro, em casa, de preferência.
Caso seu aparelho seja roubado, ligue para a operadora e informe este código. O telefone poderá então ser bloqueado completamente, mesmo que o ladrão troque de chip. Provavelmente você não recuperará seu aparelho, mas o mesmo ficará inutilizado. Vingança cumprida!
Se todos passarem a tomar essa atitude, imagine o roubo de celulares tornando-se inútil.
A LISTA DOS INJUSTIÇADOS
Nem só de samba, caipirinha e bossa-nova vivem os inventores brasileiros! Da mente de nossos compatriotas já surgiu um monte de inovações científicas - muitas delas nunca foram reconhecidas. Dedicamos esta lista às mais esquecidas criações made in Brazil:
AVIÃO SANTOS DUMONT - 1906
Até que essa invenção não é assim tão injustiçada... No ano passado, centenário dos primeiros vôos com o 14 Bis, Santos Dumont recebeu homenagens no Brasil e até na Europa. Mas, por causa dos americanos, a paternidade do avião ainda é polêmica. Segundo eles, os verdadeiros "pais" do invento seriam os irmãos Orville e Willbur Wright, que em 1903 voaram com o Flyer I. Os Wright fizeram seu avião voar com a ajuda de uma catapulta. Dumont foi o pioneiro da decolagem "autônoma": o 14 Bis subiu impulsionado por um motor a combustão.
DIRIGÍVEL SEMI-RÍGIDO AUGUSTO SEVERO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO - 1902
Trabalhando em Paris, esse brasileiro desenvolveu o projeto do primeiro dirigível "semi-rígido" - em vez de usar apenas tecido, parte da estrutura do invento tinha uma armação de metal para melhorar a sustentabilidade. Criatura e criador tiveram um fim trágico: no vôo inaugural, quando o dirigível estava a 400 metros de altura, uma explosão detonou o aeróstato e matou os dois tripulantes - Severo e seu mecânico. Apesar de pouco conhecidas, as inovações estruturais do dirigível semi-rígido ajudaram a aperfeiçoar o zepelim, inventado em 1909.
ABREUGRAFIA MANUEL DIAS DE ABREU - 1936
Esse nome complicado indica um método rápido e barato de tirar pequenas chapas radiográficas dos pulmões, para facilitar o diagnóstico da tuberculose, doença mortal no início do século 20. O teste, que registra a imagem do tórax numa tela de raio X, espalhou-se pelo mundo. O inventor do exame, Manuel de Abreu, foi indicado ao Nobel em 1950 e teve o invento batizado em sua homenagem.
BALÃO A AR QUENTE BARTOLOMEU DE GUSMÃO - 1709
Na frente do rei de Portugal D. João VI, o padre Bartolomeu de Gusmão fez a primeira demonstração pública da Passarola, um engenho voador que levitou a 4 metros de altura. A idéia surgiu quando o religioso observou uma bolha de sabão e sacou que o ar quente é mais leve que o ar exterior, e pode ser usado para fazer coisas vagar pelo ar. O balão foi visto com graça, mas ninguém botou fé na invenção. Em 1783, os franceses Étienne e Joseph Montgolfier criaram um balão nos mesmos moldes do Passarola. Entraram para a história como pioneiros...
RADIOTRANSMISSÃO ROBERTO LANDELL DE MOURA - 1899
Padre brasileiro, Landell foi o precursor na transferência de voz por ondas de rádio. Da avenida Paulista, o cara emitiu um som ("Alô! Alô!") que foi ouvido a 8 quilômetros de distância num telefone sem fio. No mesmo ano, o italiano Guglielmo Marconi, mundialmente considerado o pioneiro da radiotransmissão, só conseguiu transmitir sinais telegráficos (aquele "tec-tec-tec") a algumas centenas de metros. O nome de Landell só foi conhecido no mundo em 1942, quando a Justiça americana decidiu que Marconi (que leva a fama até hoje) não era o inventor da radiotransmissão.
IDENTIFICADOR DE CHAMADAS (BINA) NÉLIO NICOLAI - 1982
O mineiro Nélio Nicolai foi o inventor da tecnologia capaz de identificar o número telefônico de quem faz e recebe ligações. Ele tem a patente da criação, batizada de Bina - sigla que significa "B Identifica Número de A". Mesmo assim, ele vem travando uma briga na Justiça do Brasil e de vários países para provar que o invento é seu. Ele alega que as operadoras e fabricantes de telefones copiaram na caradura a tecnologia que ele inventou, sem pagar nem um tostão de direitos autorais.
DIRIGÍVEL JULIO CEZAR RIBEIRO DE SOUZA - 1880
O paraense Julio Cezar mandou bem unindo o balonismo e a aviação para conceber o primeiro dirigível de todos os tempos. Mas o problema é que ele demorou para dar asas à novidade... Em 1884, o cara recebeu a notícia de que os franceses Charles Renard e Arthur Krebs haviam plagiado o seu projeto e realizado pela primeira vez na história um vôo a bordo de um balão dirigível. E o pior: sem fazer qualquer referência às teorias do inventor brasileiro! Apesar de ter patenteado sua invenção em 1881, Julio Cezar nunca conseguiu voar com seu invento. Foram algumas tentativas frustradas e só.
FOTOGRAFIA HERCULES FLORENCE - 1832
Nascido na França e radicado na atual Campinas (SP), esse franco-brasileiro foi quem primeiro descobriu uma forma de gravar imagens com o uso da luz. Ele bolou um método para imprimir fotos usando papel sensibilizado com nitrato de prata - princípio fotográfico usado até hoje em revelações. Nascia a photografie. Três anos depois, o processo de revelação fotoquímica ganhava notoriedade na França com as pesquisas de Louis Daguerre e Joseph Niépce. Ao saber que os franceses estavam sendo considerados os pais da fotografia, Florence abandonou as pesquisas.
MÁQUINA DE ESCREVER FRANCISCO JOÃO DE AZEVEDO - 1861
A invenção do padre Azevedo parecia com um piano de 24 teclas que imprimiam letras num papel - para mudar de linha, era preciso pisar em um pedal na parte de baixo do aparelho. Alegando estar velho e doente, o padre entregou seu invento ao negociante George Napoleon Yost, com a promessa de que havia pessoas interessadas em fabricá-lo nos Estados Unidos. Péssima idéia... Em 1874, o americano Christofer Sholes apresentou um modelo quase igual ao do padre Azevedo. A empresa Remington se interessou e passou a fabricar as máquinas, sem nem lembrar do brasileiro.
FONTE: Revista Mundo Estranho (Rafael Tonon / Alexandre Camacho)





